Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE
- Editora boanova
O homem no mundo - Flavia Contartesi
Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS
Do livro da Esperança: mens. 52- Auxiliar. Esses textos que enviei são duas mensagens do livro estude e viva, do Chico Xavier e Waldo Vieira, pelos espíritos Emmanuel e André Luiz.
Auxiliar
“Eis que o semeador saiu a semear JESUS - MATEUS, 13:3.
“A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas
os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o
maior.”
- Cap. 17, 10.
Auxiliar, amparar, consolar, instruir!...
Para isso, não aguardes o favor das circunstâncias.
Jesus foi claro no ensinamento.
o semeador da parábola não esperou chamado -’1
Largou simplesmente as conveniências de si mesmo e saiu para ajudar.
O Mestre não se reporta à leiras adubadas ou a talhões escolhidos. Não menciona
temperaturas ou climas. Não diz se o cultivador era proprietário ou rendeiro, se
moço no impulso ou amadurecido na experiência, se detinha saúde ou se carregava
o ônus da enfermidade.
Destaca somente que ele partiu a semear.
Por outro lado, Jesus não informa se o homem do campo recebeu qualquer recomendação acerca de pântanos ou desertos, pedreiras ou espinheirais que devesse
evitar. Esclarece que o tarefeiro plantou sempre e que a penúria ou o insucesso do
serviço foi problema do solo beneficiado e não dos braços que se propunham a
enriquecê-lo.
Saibamos, assim, esquecer-nos para servir.
Não importa venhamos a esbarrar com respostas deficientes da gleba do espírito,
às vezes desfigurada ou prejudicada pela urze da incompreensão ou pelo cascalho
da ignorância. Idéia e trabalho, tempo e conhecimento, influência e dinheiro são
possibilidades valiosas em nossas mãos. Todos podemos espalhá-las por sementes
de amor e luz.
O essencial, porém, será desfazer o apego excessivo às. nossas comodidades,
aprendendo a sair.
Esses textos que enviei são duas mensagens do livro Estude e viva, do Chico Xavier e Waldo Vieira, pelos espíritos Emmanuel e André Luiz
EM TORNO DA REGRA ÁUREA
Quanto mais se adianta o progresso, mais intensamente se percebe que a vida é um condomínio.
Partilhamos, em regime de obrigatoriedade, o ar ambiente e a luz solar que nunca estiveram sob nosso controle. E, em nos referindo aos bens que retemos na Terra, quando na condição de Espíritos encarnados, à medida que solucionamos as grandes questões de interesse coletivo, quais as da justiça, da economia, do trabalho, da provisão ou moradia, mais impelidos nos reconhecemos a observar o direito dos outros.
Seja num edifício de apartamentos ou numa fila de compras, as nossas conveniências estão sujeitas à tranqüilidade dos vizinhos.
Numa oficina, quanto mais importante se mostre, a produção apenas surge no rendimento preciso se mantida na forma da música orquestral, atribuindo-se a cada instrumento a responsabilidade que lhe compete.
Civilização e cultura baseiam-se no espírito de equipe, com a interdependência de permeio.
Princípios idênticos prevalecem no reino da alma, convocando-nos o livre-arbítrio ao levantamento da segurança e da felicidade de todos aqueles que nos comungam a experiência.
Sem nenhuma pretensão de natureza política, a Doutrina Espírita funciona, atualmente, no campo religioso da Humanidade, por mecanismo providencial de alertamento, induzindo-nos ao concurso natural e espontâneo na edificação do bem comum.
Por séculos e séculos, conservamos no mundo ignorância e carência, guerra e criminalidade, em nome da Vontade de Deus; entretanto, o Espiritismo, restaurando a mensagem do Cristianismo, que veio estabelecer a fraternidade entre os homens, pergunta a cada um de nós se estaríamos realmente certos de viver sob a Vontade de Deus, se formássemos entre as vítimas da penúria e das trevas de espírito.
Usemos todas as nossas possibilidades, sejam elas recursos ou aptidões, na construção dos tempos novos.
Solidariedade e cooperação, entendimento e concórdia, amor a deslocar-se da teoria para erguer-se na vida prática.
A regra áureas, para complementar-se devidamente, não se restringe à estrutura negativa, “não faças a outrem aquilo que não desejas”, e sim exige plena observância da forma positiva em que se expressa: “é preciso fazer aos outros tudo aquilo que desejamos nos seja feito”.
ESNOBISMO
Um exotismo existe que ameaça as fileiras espíritas sem ser qualquer das excentricidades que aparecem no movimento doutrinário, à conta de extravagância marginal. Disparate talvez pior, porquanto, se nas atividades paralelas ao caminho real da idéia espírita somos impelidos a reconhecer muita gente caracteristicamente sincera nas intenções louváveis, nessa outra esquisitice vamos encontrar para logo a máscara de atitudes e maneiras, em desacordo com os princípios arejados da Nova Revelação.
Reportamo-nos ao esnobismo que comparece, muita vez, em nossas formações, qual praga enquistada em plantação valiosa.
Companheiros que se deixam vencer por semelhante prejuízo fornecem em pouco tempo os sinais que lhe são conseqüentes.
Continuam espíritas e afirmam-se espíritas, mas começam afetando possuir orientação de natureza superior, passando a excessiva admiração pelas novidades em voga. E, desprevenidamente, sem maior atenção pelos ensinos da Doutrina que abraçam, cristalizam despropósitos no modo de ser.
Habitualmente, apaixonam-se por exterioridades sociais e escolhem classe determinada para freqüentar. Isolam-se em grupo segregacionista, conquanto se supunham representantes da mais alta ortodoxia em matéria de opinião.
Acreditam muito mais em títulos transitórios do academicismo e em facilidades econômicas do que no valor substancial das pessoas.
Estimam espetáculos acima do serviço, e evidenciam apreço além do que é justo aos medalhões do mundo, à medida que se fazem mais distantes e envergonhados de quaisquer relações com os humildes.
Estão sempre dispostos a ordenar no trabalho em assuntos de organização, horário, local e condições, sem permitir que o trabalho os comande nas disposições e disciplinas com que foi estabelecido.
Nas obras de beneficência, tratam irmãos em penúria como se fossem párias sociais, ao passo que se inclinam reverentes perante qualquer figura de relevo mundano de mérito duvidoso.
Nós, os espíritas desencarnados e encarnados, devemos estar de sentinela contra semelhante absurdo.
O esnobismo - repitamos - é parasito destruidor da árvore de nossos princípios e realizações.
Vigiemo-nos. Imitemos o lavrador correto que zela pela própria lavoura, e, se o esnobismo surge, sorrateiro, em nossas atividades, procuremos de imediato, dar o fora com ele.

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