terça-feira, 12 de outubro de 2021

AE DO CEFA - Período de 19 a 21 de outubro. ESE Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS/ item 9 III – Superiores e Inferiores

  Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE

 - Editora boanova

Federação Espírita do Acre

Palestra Pública: Federação Espírita do Acre Palestra Pública: Os superiores e os inferiores. Sexta-feira - 24/09 Palestrante: Simone Cordeiro

ESE  Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE

Cardeal Morlot, Paris, 1863

            9 – A autoridade, da mesma maneira que a fortuna, é uma delegação, de que se pedirá contas a quem dela foi investido. Não creias que ela seja dada satisfazer ao fútil prazer do mando, nem tampouco, segundo pensa falsamente a maioria dos poderosos da terra, como um direito ou uma propriedade. Deus, aliás, tem demonstrado suficientemente que ela não é nem uma, nem outra coisa, desde que a retira quando bem lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente à pessoa que a exerce, seria inalienável. Ninguém pode dizer, entretanto, que uma coisa lhe pertence, quando pode ser tirada sem o seu consentimento. Deus concede autoridade a título de missão ou de prova, conforme lhe convém, e da mesma forma a retira.

            O depositário da autoridade, de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer, os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

            Se Deus pergunta ao rico: Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor? Também perguntará ao que possui alguma autoridade: Que uso fizeste dessa autoridade? Que males impediste? Que progressos impulsionaste? Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez; se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até mim.

            O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.

            Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.



ESTUDE E VIVA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E  WALDO  VIEIRA PELOS  

ESPÍRITOS EMMANUEL E  ANDRÉ  LUIZ 

TROCA   INCESSANTE     

Todos  estamos  situados  em  extenso  parque  de  oportunidades  para  trabalho, renovação,  desenvolvimento  e  melhoria.  Dentre  aquelas  que  segues  no  encalço,  como sendo  as  que  te  respondem  às  melhores  aspirações,  detém,  quanto  possível,  a oportunidade de auxiliar.     Tempo é  comparável a solo. Serviço é  plantação.     Ninguém  vive  deserdado  da  participação  nas  boas  obras,  de  vez  que  todos  nós retemos  sobras  de  valores  específicos  da  existência.  Não  somente  disponibilidades  de recursos  materiais, mas  também  de tempo, conhecimento,  amizade, influência.     Não  percas  por omissão. “Colherás  o que semeias”,  velha verdade  sempre  nova.     Em  todos  os  lugares, há  quem  te espere a cooperação.  Aparentemente  aqueles  que te  recorrem  aos  préstimos  contam  apenas  com  o  apoio  necessário,  seja  um  gesto  de amparo  substancial,  uma  nota  de  solidariedade,  uma  palavra  de  bom  ânimo  ou  um  aviso oportuno.  Entretanto,  não  é  só  isso.  A  vida  é  troca  incessante.  Aqueles  a  quem  proteges ser-te-ão  protetores.     Socorres  o  pequenino  desfalecente;  é  possível  que  seja  ele,  mais  tarde,  o  amigo prestimoso  que  te  guarda  a  cabeceira  no  dia  da  enfermidade.  O  transeunte  anônimo  a quem  prestas  humilde favor pode ser  em  breve  o  elemento  importante  de  que  dependerás na  solução de um  problema.     O poder  do  amor,  porém,  se  projeta  mais  longe.  Doentes  que  sustentastes,  nas fronteiras  da           morte,  formarão  entre  os  amigos  que  te  assistem  do  Plano  Espiritual. E ainda  mesmo  o  auxílio  desinteressado  que  levaste  a  corações  empedernidos  na delinqüência,  quando  não  consigas  tocá-los  de  pronto,  te  granjeará  a  colaboração  dos benfeitores  que os  amam, conquanto ignorados  e  desconhecidos.     Todos  nós, os  espíritos  em  evolução no  educandário do mundo, nos assemelhamos a  viajores  demandando  eminências  que  nos  conduzam  à  definitiva  sublimação.  Ninguém na  terra  efetua  viagem  longa  sem  o  auxílio  de  pontes,  desde  o  viaduto  imponente  à pinguela simples, para a travessia de barrancos, depressões, vales e abismos. Por mais regular que se mostre a jornada, chega sempre o instante em que precisamos de alguém para transpor obstáculos ou perigo.           Construamos pontes de simpatia com o material da bondade.           Hoje alguém surge, diante de nós, suplicando apoio. Amanhã, diante de alguém, surgiremos nós.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário