quinta-feira, 21 de outubro de 2021

TREINAMENTO REUNIÃO MEDIÚNICA 3 com Alberto Almeida

TREINAMENTO REUNIÃO MEDIÚNICA 3 com Alberto Almeida








 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

CAPÍTULO XXVII: PEDI E OBTEREIS ITENS 9 a11: AÇÃO DA PRECE. TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO



https://youtu.be/IZvgQtnUf-8?t=90


AÇÃO DA PRECE. TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO 1

218-O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO- ALLAN KARDEC



CAPÍTULO XXVII:  PEDI E OBTEREIS

ITENS 9 a11: AÇÃO DA PRECE. TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO

 

A prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação com o ser a que nos dirigimos. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor. Podemos orar por nós mesmos, ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios; as que são dirigidas aos Bons Espíritos vão também para Deus. Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, de intercessores, porque nada pode ser feito sem a vontade de Deus.”

 

Assim, inicia Allan Kardec suas explicações sobre a ação da prece, definindo-a como uma conversa que se entabula com o ser a quem se dirige, na qual quem ora, expressa o que sente no momento, e se abre, se expõe, porque confia nesse recurso sublime percebido pelo homem desde o início do seu desenvolvimento espiritual, variando a maneira do seu uso.

Todo o universo se origina do fluido cósmico universal, a matéria elementar primitiva, que vem de Deus, através do qual o pensamento se expande, porque esse fluido se constitui no seu veículo, assim como o ar é o veículo do som. Ao contrário, porém, das vibrações sonoras que são circunscritas em um determinado espaço, as vibrações “do fluido universal se ampliam ao infinito.” (1)

Assim, todo pensamento que se dirige a alguém, de encarnado para encarnado, de desencarnado para desencarnado, de encarnado para desencarnado e vice-versa, forma uma corrente fluídica, entre o que emite o pensamento e a quem ele se dirige.

Evidentemente, que a força dessa corrente fluídica se equivale à energia do pensamento e da vontade de quem pensa.

É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos onde quer que eles se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem as suas inspirações, e as relações que se estabelecem à distância entre os próprios encarnados.”

 

Na questão 495 de O Livro dos Espíritos, no último parágrafo da resposta de São Luís e Santo Agostinho, lemos: “São essas comunicações de cada homem com o seu Espírito familiar que fazem médiuns todos os homens, médiuns hoje ignorados, mas que mais tarde se manifestarão, derramando-se como um oceano sem bordas para fazer  refluir a incredulidade e a ignorância

É através da mediunidade generalizada, que todos possuem, em desenvolvimento, que todos se comunicam espiritualmente, entre si.

É por isso que a morte não separa os que se amam, visto estarem unidos pelas vibrações dos pensamentos amorosos. O mesmo pode acontecer entre os que se odeiam.

A diferença está nas sensações agradáveis de quem pensa e recebe com amor, e nas sensações desagradáveis de quem pensa e recebe com sentimento negativo.

Assim, a prece pode ter ação direta e positiva, quando sai do íntimo do ser, com confiança, com humildade, chegando até o ser a quem se dirige, recebendo a resposta segundo a sua necessidade espiritual, sob a vontade de Deus, que quer o melhor para seus filhos.

Desse modo, a resposta ao pedido de algo que ainda não pode receber, virá no fortalecimento das suas energias para vencer a situação difícil, no estímulo a perseverar na resignação ativa, no cumprimento dos seus deveres.

A prece atrai os bons Espíritos, que auxiliam, sempre, inspirando boas ideias, estimulando o esforço de correção de erros, ou o esforço de afastar-se do mal, resistindo às tentações internas, enfim o socorro sempre virá.

No estágio evolutivo em que vivemos, o recuso da prece se constitui em uma vacina contra nossas tentações internas de acomodação, de conformação aos valores terrenos, ao mesmo tempo, que se constitui no remédio para as nossas fraquezas morais, estimulando-nos ao esforço contínuo de renovação interior, expressando-se para o exterior. 

A prece é a expressão mais alta do pensamento e da vontade. É neste sentido que Allan Kardec a recomendava aos seus discípulos.” (2)

 

1 - Para melhor entendimento, ver A Gênese, de Allan Kardec, cap. XIV: Os Fluidos.

  2 – Leon Denis, citado no livro “Leon Denis na Intimidade” de Claire Baumard, pág 228 ed. O Clarim, 1ª ed.

 

Leda de Almeida Rezende Ebner – Julho/ 2019

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Ação da prece – Transmissão do pensamento




"A energia da corrente da prece está na razão direta da energia do pensamento e da vontade", enfatiza o Codificador

De acordo com o ensinamento dos Espíritos a Allan Kardec, a prece é uma invocação e por ela estabelecemos uma relação mental com o ser a que nos dirigimos.

Para entendermos a ação da prece, devemos ter em mente o seguinte

- A prece pode ter por objetivo um pedido, um agradecimento ou um louvor.

- Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos.

- As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de seus desígnios – as que são dirigidas aos Bons Espíritos vão também para Deus.

- Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, de intercessores, porque nada pode ser feito sem a vontade de Deus.

Prece e transmissão do pensamento

O Codificador lembra que o Espiritismo vem para fazer compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende o nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele.

De forma clara e simples, explica Allan Kardec que, "durante o momento da prece, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal (ou energia cósmica) que preenche o espaço, assim como na terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Assim, quando o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som".

Energia da corrente da prece é proporcional à energia do pensamento e da vontade

"A energia da corrente da prece está na razão direta da energia do pensamento e da vontade", enfatiza o Codificador. "É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem as suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados".

Esta explicação se dirige sobretudo aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar compreensíveis os seus efeitos, ao mostrar que la pode exercer ação direta e positiva.

É importante lembrar que toda prece não está menos sujeita à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas e único que pode dar eficácia à sua ação.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

TREINAMENTO REUNIÃO MEDIÚNICA 2 - com Alberto Almeida

TREINAMENTO REUNIÃO MEDIÚNICA - 2

Com Alberto Almeida.

De 1h 20m até 2h 21m de um total de  8h 44m.



Link do vídeo

 

TREINAMENTO REUNIÃO MEDIÚNICA - 1. ALBERTO ALMEIDA

 TREINAMENTO REUNIÃO MEDIÚNICA - 1

Com Alberto Almeida.

De Início até 1h 20m de um total de  8h 44m.

 


Esta obra é citada na palestra.

Livro Diálogo com as Sombras.


Diálogo com as Sombras


terça-feira, 12 de outubro de 2021

AE DO CEFA - Período de 19 a 21 de outubro. ESE Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS/ item 9 III – Superiores e Inferiores

  Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE

 - Editora boanova

Federação Espírita do Acre

Palestra Pública: Federação Espírita do Acre Palestra Pública: Os superiores e os inferiores. Sexta-feira - 24/09 Palestrante: Simone Cordeiro

ESE  Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE

Cardeal Morlot, Paris, 1863

            9 – A autoridade, da mesma maneira que a fortuna, é uma delegação, de que se pedirá contas a quem dela foi investido. Não creias que ela seja dada satisfazer ao fútil prazer do mando, nem tampouco, segundo pensa falsamente a maioria dos poderosos da terra, como um direito ou uma propriedade. Deus, aliás, tem demonstrado suficientemente que ela não é nem uma, nem outra coisa, desde que a retira quando bem lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente à pessoa que a exerce, seria inalienável. Ninguém pode dizer, entretanto, que uma coisa lhe pertence, quando pode ser tirada sem o seu consentimento. Deus concede autoridade a título de missão ou de prova, conforme lhe convém, e da mesma forma a retira.

            O depositário da autoridade, de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer, os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

            Se Deus pergunta ao rico: Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor? Também perguntará ao que possui alguma autoridade: Que uso fizeste dessa autoridade? Que males impediste? Que progressos impulsionaste? Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez; se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até mim.

            O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.

            Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.



ESTUDE E VIVA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E  WALDO  VIEIRA PELOS  

ESPÍRITOS EMMANUEL E  ANDRÉ  LUIZ 

TROCA   INCESSANTE     

Todos  estamos  situados  em  extenso  parque  de  oportunidades  para  trabalho, renovação,  desenvolvimento  e  melhoria.  Dentre  aquelas  que  segues  no  encalço,  como sendo  as  que  te  respondem  às  melhores  aspirações,  detém,  quanto  possível,  a oportunidade de auxiliar.     Tempo é  comparável a solo. Serviço é  plantação.     Ninguém  vive  deserdado  da  participação  nas  boas  obras,  de  vez  que  todos  nós retemos  sobras  de  valores  específicos  da  existência.  Não  somente  disponibilidades  de recursos  materiais, mas  também  de tempo, conhecimento,  amizade, influência.     Não  percas  por omissão. “Colherás  o que semeias”,  velha verdade  sempre  nova.     Em  todos  os  lugares, há  quem  te espere a cooperação.  Aparentemente  aqueles  que te  recorrem  aos  préstimos  contam  apenas  com  o  apoio  necessário,  seja  um  gesto  de amparo  substancial,  uma  nota  de  solidariedade,  uma  palavra  de  bom  ânimo  ou  um  aviso oportuno.  Entretanto,  não  é  só  isso.  A  vida  é  troca  incessante.  Aqueles  a  quem  proteges ser-te-ão  protetores.     Socorres  o  pequenino  desfalecente;  é  possível  que  seja  ele,  mais  tarde,  o  amigo prestimoso  que  te  guarda  a  cabeceira  no  dia  da  enfermidade.  O  transeunte  anônimo  a quem  prestas  humilde favor pode ser  em  breve  o  elemento  importante  de  que  dependerás na  solução de um  problema.     O poder  do  amor,  porém,  se  projeta  mais  longe.  Doentes  que  sustentastes,  nas fronteiras  da           morte,  formarão  entre  os  amigos  que  te  assistem  do  Plano  Espiritual. E ainda  mesmo  o  auxílio  desinteressado  que  levaste  a  corações  empedernidos  na delinqüência,  quando  não  consigas  tocá-los  de  pronto,  te  granjeará  a  colaboração  dos benfeitores  que os  amam, conquanto ignorados  e  desconhecidos.     Todos  nós, os  espíritos  em  evolução no  educandário do mundo, nos assemelhamos a  viajores  demandando  eminências  que  nos  conduzam  à  definitiva  sublimação.  Ninguém na  terra  efetua  viagem  longa  sem  o  auxílio  de  pontes,  desde  o  viaduto  imponente  à pinguela simples, para a travessia de barrancos, depressões, vales e abismos. Por mais regular que se mostre a jornada, chega sempre o instante em que precisamos de alguém para transpor obstáculos ou perigo.           Construamos pontes de simpatia com o material da bondade.           Hoje alguém surge, diante de nós, suplicando apoio. Amanhã, diante de alguém, surgiremos nós.  

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Orientação Fraterna do CEFA. Dias e horários.

 Orientação Fraterna do CEFA.


Para iniciar a Orientação Fraterna use o link disponível na bio, que dará acesso a uma sala para encaminhamento a(o) Orientador(a) Fraterno. 

Você  também pode digitar no seu navegador: 

         

https://meet.jit.si/CEFAOrientaçãoFraterna


A sala só estará aberta nos seguintes dias e horários:


Terças: de 16h às 20h30min


Quartas: de 18h30min às  20h30min


Quintas: de 18h30min às 20h30min


Domingos: de 15h às 17h

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Para ter acesso à sala, você precisará baixar o aplicativo Jitsi Meet.

domingo, 3 de outubro de 2021

AE DO CEFA - Período de 10 a 14 de outubro. ESE Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS/ ITEM 8 - A VIRTUDE

 Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE

 - Editora boanova


Humildade - Artur Valadares

 ESE  Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE

Paris, 1863

            8 – A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho.  A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões. São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura de Ars era virtuoso. E assim muitos outros, pouco conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente das suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse  completo esquecimento de si mesmos.

            É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.

            O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o que não é? Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor- próprio.

            Oh, vós todos, a quem a fé espírita reanimou os seus raios, e que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia! A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência: Mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.


Bíblia do Caminho  Testamento Xavieriano

Livro da esperança — Emmanuel


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Na construção da virtude

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça, porque deles é o Reino dos Céus.” — JESUS (Mateus, 5.10)


“A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso.” — Cap. XVII, 8


1 Toleras descabidas injúrias e calas a justificação que te pende da boca, esperando, a preço de lágrimas, que o tempo te mostre a isenção de culpa, no entanto, com isso, promoves o reconhecimento e a renovação dos teus próprios perseguidores.

2 Podes apropriar-te da felicidade alheia, através de pleno domínio no lar de outrem, à custa do infortúnio de alguém, e, embora padecendo agoniada fome de afeto, ensinas a prática do dever a quem te pede convivência e carinho, todavia, com semelhante procedimento, acendes na própria alma a chama do amor puro com que, um dia, aquecerás os entes queridos, nos planos da vida eterna.

3 Tens razão de sobejo para falar a reprimenda esmagadora aos irmãos caídos em erro, pela ascendência moral que já conquistaste, e pronuncias a frase de estímulo e indulgência, muitas vezes sob a crítica dos que te não compreendem os gestos, mas consegues, assim, reerguer o ânimo dos companheiros desanimados, recuperando-lhes as energias para o levantamento das boas obras.

4 Guardas o direito de repousar, pelo merecimento obtido em longas tarefas nobremente cumpridas, e prossegues em atividade laboriosa, no progresso e na paz de todos, quase sempre com o desgaste acelerado das próprias forças, entretanto, nesse abençoado serviço extra, lanças o seguro alicerce dos apostolados santificantes que te clarearão o grande futuro.

5 Sob o assalto da calúnia, ora em favor dos que te ferem.

6 Quando vantagens humanas te sorriam com prejuízo dos outros, prefere o sacrifício das mais belas aspirações.

7 Com autoridade suficiente para a censura, semeia a benevolência onde estiveres.

8 Retendo a possibilidade do descanso, abraça o maior esforço e trabalha sempre.

9 Quem suporta serenamente o mal que atraiu para si mesmo, trilha a estrada bendita da resignação, contudo quem pratica o bem quando pode fazer o mal vive por antecipação no iluminado país da virtude.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.


Bíblia do Caminho  Testamento Xavieriano

Segue-me — Emmanuel


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O servo do Senhor

“Eles não são do mundo como também eu não sou.” — JESUS (João, 17.16)


1 O servo do Senhor é claramente conhecido na seara ativa do Senhor, mas se aspiramos a caracterizá-lo no mundo é fácil reconhecer-lhe a presença em seus traços essenciais:

   2 vive no mundo sem agarrar-se ao mundo;

   3 age sem apego;

   4 ilumina sem alarde;

   5 convence trabalhando;

   6 atravessa o tumulto construindo em silêncio;

   7 injuriado, esquece;

   8 advertido, aproveita;

   9 considera o passado apontando o futuro;

   10 renova sem crítica;

   11 perdoa sem jactância;

   12 sofre sem queixa;

   13 carrega fardos pesados sem pretensão de virtude;

   14 socorre espontaneamente;

   15 fala, edificando;

   16 eleva-se, elevando os outros;

   17 colabora, olvidando a si mesmo, em louvor do interesse geral;

   18 espera, fazendo o melhor que pode;

   19 corrige, abençoando;

   20 educa, amparando sempre.


21 Em suma, quem se dedica ao Senhor entrega-se-lhe ao bendito poder como é, onde está, com o que tem, e com quem convive e persevera na execução incessante da obra do Senhor, sem perguntar como, onde, quanto ou com quem deve trabalhar para realmente servir.


Emmanuel



(Reformador, maio 1969, p. 98)


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.