terça-feira, 12 de outubro de 2021

AE DO CEFA - Período de 19 a 21 de outubro. ESE Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS/ item 9 III – Superiores e Inferiores

  Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE

 - Editora boanova

Federação Espírita do Acre

Palestra Pública: Federação Espírita do Acre Palestra Pública: Os superiores e os inferiores. Sexta-feira - 24/09 Palestrante: Simone Cordeiro

ESE  Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE

Cardeal Morlot, Paris, 1863

            9 – A autoridade, da mesma maneira que a fortuna, é uma delegação, de que se pedirá contas a quem dela foi investido. Não creias que ela seja dada satisfazer ao fútil prazer do mando, nem tampouco, segundo pensa falsamente a maioria dos poderosos da terra, como um direito ou uma propriedade. Deus, aliás, tem demonstrado suficientemente que ela não é nem uma, nem outra coisa, desde que a retira quando bem lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente à pessoa que a exerce, seria inalienável. Ninguém pode dizer, entretanto, que uma coisa lhe pertence, quando pode ser tirada sem o seu consentimento. Deus concede autoridade a título de missão ou de prova, conforme lhe convém, e da mesma forma a retira.

            O depositário da autoridade, de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer, os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

            Se Deus pergunta ao rico: Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor? Também perguntará ao que possui alguma autoridade: Que uso fizeste dessa autoridade? Que males impediste? Que progressos impulsionaste? Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez; se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até mim.

            O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.

            Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.



ESTUDE E VIVA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E  WALDO  VIEIRA PELOS  

ESPÍRITOS EMMANUEL E  ANDRÉ  LUIZ 

TROCA   INCESSANTE     

Todos  estamos  situados  em  extenso  parque  de  oportunidades  para  trabalho, renovação,  desenvolvimento  e  melhoria.  Dentre  aquelas  que  segues  no  encalço,  como sendo  as  que  te  respondem  às  melhores  aspirações,  detém,  quanto  possível,  a oportunidade de auxiliar.     Tempo é  comparável a solo. Serviço é  plantação.     Ninguém  vive  deserdado  da  participação  nas  boas  obras,  de  vez  que  todos  nós retemos  sobras  de  valores  específicos  da  existência.  Não  somente  disponibilidades  de recursos  materiais, mas  também  de tempo, conhecimento,  amizade, influência.     Não  percas  por omissão. “Colherás  o que semeias”,  velha verdade  sempre  nova.     Em  todos  os  lugares, há  quem  te espere a cooperação.  Aparentemente  aqueles  que te  recorrem  aos  préstimos  contam  apenas  com  o  apoio  necessário,  seja  um  gesto  de amparo  substancial,  uma  nota  de  solidariedade,  uma  palavra  de  bom  ânimo  ou  um  aviso oportuno.  Entretanto,  não  é  só  isso.  A  vida  é  troca  incessante.  Aqueles  a  quem  proteges ser-te-ão  protetores.     Socorres  o  pequenino  desfalecente;  é  possível  que  seja  ele,  mais  tarde,  o  amigo prestimoso  que  te  guarda  a  cabeceira  no  dia  da  enfermidade.  O  transeunte  anônimo  a quem  prestas  humilde favor pode ser  em  breve  o  elemento  importante  de  que  dependerás na  solução de um  problema.     O poder  do  amor,  porém,  se  projeta  mais  longe.  Doentes  que  sustentastes,  nas fronteiras  da           morte,  formarão  entre  os  amigos  que  te  assistem  do  Plano  Espiritual. E ainda  mesmo  o  auxílio  desinteressado  que  levaste  a  corações  empedernidos  na delinqüência,  quando  não  consigas  tocá-los  de  pronto,  te  granjeará  a  colaboração  dos benfeitores  que os  amam, conquanto ignorados  e  desconhecidos.     Todos  nós, os  espíritos  em  evolução no  educandário do mundo, nos assemelhamos a  viajores  demandando  eminências  que  nos  conduzam  à  definitiva  sublimação.  Ninguém na  terra  efetua  viagem  longa  sem  o  auxílio  de  pontes,  desde  o  viaduto  imponente  à pinguela simples, para a travessia de barrancos, depressões, vales e abismos. Por mais regular que se mostre a jornada, chega sempre o instante em que precisamos de alguém para transpor obstáculos ou perigo.           Construamos pontes de simpatia com o material da bondade.           Hoje alguém surge, diante de nós, suplicando apoio. Amanhã, diante de alguém, surgiremos nós.  

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Orientação Fraterna do CEFA. Dias e horários.

 Orientação Fraterna do CEFA.


Para iniciar a Orientação Fraterna use o link disponível na bio, que dará acesso a uma sala para encaminhamento a(o) Orientador(a) Fraterno. 

Você  também pode digitar no seu navegador: 

         

https://meet.jit.si/CEFAOrientaçãoFraterna


A sala só estará aberta nos seguintes dias e horários:


Terças: de 16h às 20h30min


Quartas: de 18h30min às  20h30min


Quintas: de 18h30min às 20h30min


Domingos: de 15h às 17h

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Para ter acesso à sala, você precisará baixar o aplicativo Jitsi Meet.

domingo, 3 de outubro de 2021

AE DO CEFA - Período de 10 a 14 de outubro. ESE Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS/ ITEM 8 - A VIRTUDE

 Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE

 - Editora boanova


Humildade - Artur Valadares

 ESE  Capítulo 17 – SEDE PERFEITOS

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE

Paris, 1863

            8 – A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho.  A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões. São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura de Ars era virtuoso. E assim muitos outros, pouco conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente das suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse  completo esquecimento de si mesmos.

            É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.

            O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o que não é? Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor- próprio.

            Oh, vós todos, a quem a fé espírita reanimou os seus raios, e que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia! A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência: Mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.


Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Livro da esperança — Emmanuel


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Na construção da virtude

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça, porque deles é o Reino dos Céus.” — JESUS (Mateus, 5.10)


“A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso.” — Cap. XVII, 8


1 Toleras descabidas injúrias e calas a justificação que te pende da boca, esperando, a preço de lágrimas, que o tempo te mostre a isenção de culpa, no entanto, com isso, promoves o reconhecimento e a renovação dos teus próprios perseguidores.

2 Podes apropriar-te da felicidade alheia, através de pleno domínio no lar de outrem, à custa do infortúnio de alguém, e, embora padecendo agoniada fome de afeto, ensinas a prática do dever a quem te pede convivência e carinho, todavia, com semelhante procedimento, acendes na própria alma a chama do amor puro com que, um dia, aquecerás os entes queridos, nos planos da vida eterna.

3 Tens razão de sobejo para falar a reprimenda esmagadora aos irmãos caídos em erro, pela ascendência moral que já conquistaste, e pronuncias a frase de estímulo e indulgência, muitas vezes sob a crítica dos que te não compreendem os gestos, mas consegues, assim, reerguer o ânimo dos companheiros desanimados, recuperando-lhes as energias para o levantamento das boas obras.

4 Guardas o direito de repousar, pelo merecimento obtido em longas tarefas nobremente cumpridas, e prossegues em atividade laboriosa, no progresso e na paz de todos, quase sempre com o desgaste acelerado das próprias forças, entretanto, nesse abençoado serviço extra, lanças o seguro alicerce dos apostolados santificantes que te clarearão o grande futuro.

5 Sob o assalto da calúnia, ora em favor dos que te ferem.

6 Quando vantagens humanas te sorriam com prejuízo dos outros, prefere o sacrifício das mais belas aspirações.

7 Com autoridade suficiente para a censura, semeia a benevolência onde estiveres.

8 Retendo a possibilidade do descanso, abraça o maior esforço e trabalha sempre.

9 Quem suporta serenamente o mal que atraiu para si mesmo, trilha a estrada bendita da resignação, contudo quem pratica o bem quando pode fazer o mal vive por antecipação no iluminado país da virtude.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.


Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Segue-me — Emmanuel


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O servo do Senhor

“Eles não são do mundo como também eu não sou.” — JESUS (João, 17.16)


1 O servo do Senhor é claramente conhecido na seara ativa do Senhor, mas se aspiramos a caracterizá-lo no mundo é fácil reconhecer-lhe a presença em seus traços essenciais:

   2 vive no mundo sem agarrar-se ao mundo;

   3 age sem apego;

   4 ilumina sem alarde;

   5 convence trabalhando;

   6 atravessa o tumulto construindo em silêncio;

   7 injuriado, esquece;

   8 advertido, aproveita;

   9 considera o passado apontando o futuro;

   10 renova sem crítica;

   11 perdoa sem jactância;

   12 sofre sem queixa;

   13 carrega fardos pesados sem pretensão de virtude;

   14 socorre espontaneamente;

   15 fala, edificando;

   16 eleva-se, elevando os outros;

   17 colabora, olvidando a si mesmo, em louvor do interesse geral;

   18 espera, fazendo o melhor que pode;

   19 corrige, abençoando;

   20 educa, amparando sempre.


21 Em suma, quem se dedica ao Senhor entrega-se-lhe ao bendito poder como é, onde está, com o que tem, e com quem convive e persevera na execução incessante da obra do Senhor, sem perguntar como, onde, quanto ou com quem deve trabalhar para realmente servir.


Emmanuel



(Reformador, maio 1969, p. 98)


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

AE DO CEFA - Período de 3 a 7 de outubro. ESE - CAP. XVII – Sede Perfeitos - ITEM 7 - O Dever

Baseado no Roteiro Sistematizado para estudo do ESE.
Editora boanova.


O dever - Artur Valadares
https://youtu.be/rGeExG4mUKU?t=11


ESE - CAP. XVII – Sede perfeitos

LÁZARO

Paris, 1863

            7 – O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.

            Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra freqüentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.

            Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação à dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.

            O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.

            O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe. O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

            O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A  obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.


FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 13.


Convite ao Dever

"Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial." (Mateus: capítulo 5º, versículo 48.)

Como diretriz de segurança; qual dínamo propulsor do progresso, semelhante a resistência contra os desequilíbrios, o dever se encontra insculpido como fator preponderante em todo ser que pensa.

Desnaturá-lo ao suborno da ilusão, conspurcá-lo face a injunções constritoras, desconsiderá-lo ao império da anarquia é descer psiquicamente aos sub-niveis da humanização...

Desertam homens porque lhes faltam os implementos da coragem, estimulados, dizem, pela preponderância da perturbação que grassa generalizada.

Angustiam-se outros, descoroçoados ante a vitória do desvalor e da astúcia contemplando os insucessos contínuos da honra e da honestidade.

Esmorecem os menos temperados na forja da fé porque fatores negativos da distrofia social se sobrepõem aos lídimos esforços da abnegação...

Equívocos, porém, não constituem regra; sempre são exceções às normas da mesma forma que as sombras não podem construir realidades, graças à própria essência de que se vitalizam.

O dever, inerente a todos os homens, é manifestação da Divina Lei, consubstanciando os objetivos da vida inteligente na Terra.

"O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo." (*)

Mesmo que na aparência estejas no lado errado, desincumbindo-te dos deveres que te dizem respeito, não te aflijas. Consciência é presença de que ninguém conseguirá despojar-se.

Não importa que os outros desconheçam os erros que hajas cometido ou as ações nobres praticadas... O essencial é que o saibas.

O engano passa, mas o dever retamente exercido fica.

A bruma se dilui, enquanto permanecem a claridade e o sol como estados naturais da vida.

Descontrai-te, portanto, e atende aos teus deveres morais, atuante na comunidade em que vives com a alegria do semeador que antevê na semente submissa a glória do campo coroado de novos e abundantes grãos.

(*) "O Evangelho Segundo o Espiritismo". 52ª Edição FEB - Capítulo 17º - Item 7. - Nota da Autora espiritual.

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 13.


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

AE DO CEFA - Cap 17-Sede Perfeitos; Item 3- O homem de bem.


Cap 17-Sede Perfeitos; 

Item 3- O homem de bem. 

            3 – O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

            Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

            Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

            Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

            O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

            Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

            É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

            Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

            Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

            Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

            É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

            Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

            Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

            Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.

            Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

            Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

            Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

            O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

            O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

            Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.



Livro dos Espíritos: 

Parte 3 -  Cap. 11 - Lei de justiça, de amor e de caridade,   Questões 873 a 892


Justiça e direitos naturais 

873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de ideias adquiridas? “É de tal modo natural, que todos se revoltam com o pensamento de uma injustiça. Sem dúvida, o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem. Eis por que se encontram, muitas vezes, entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas de justiça do que entre pessoas de muito saber.” 


874. Se a justiça é uma lei natural, como se explica que os homens a entendam de maneiras tão diversas e que uns considerem justo o que a outros parece injusto? “É que, geralmente, se mesclam paixões ao julgamento que modificam essa compreensão, como ocorre com a maior parte dos outros sentimentos naturais e fazendo ver as coisas sob um falso ponto de vista.” 

875. Como se pode definir a justiça? “A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.” 


875a. O que determina esses direitos? “São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Os homens têm criado leis pertinentes aos seus costumes e ao seu caráter, estabelecendo direitos que podem variar com o progresso. Verifiquem se as suas leis hoje, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos dos da Idade Média. Esses direitos superados, que lhes parecem monstruosos, pareciam justos e naturais à época. Portanto, o direito estabelecido pelos homens nem sempre é conforme à justiça. Só regulamenta algumas relações sociais, enquanto na vida privada há uma infinidade de atos que são da competência exclusiva do tribunal da consciência.” 

876. Fora do direito consagrado pelas leis humanas, qual é a base da justiça edificada sobre a lei natural? “O Cristo lhes disse: ‘Querer para os outros o que quereis para vós mesmos1 ’. Deus pôs no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo que cada um tem de ver respeitados os seus direitos. Na incerteza do que deve fazer ao seu semelhante em dada circunstância, o homem se pergunta como gostaria que agissem com ele. Deus não lhe poderia dar guia mais seguro que a sua própria consciência.” O critério da verdadeira justiça é, com efeito, o de se querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, ao tomarmos o desejo pessoal como regra ou ponto de partida, podemos estar certos de querer somente o bem ao próximo. Desde todas as épocas e em todas as crenças, o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo. 


877. A necessidade de viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares? “Sim. A primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. Em seu mundo, em que tantos homens não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias e é isso o que provoca a perturbação e a confusão na sociedade. A vida social dá os direitos e impõe mútuos deveres.” 

878. O homem pode iludir-se com respeito à amplitude de seus direitos. O que pode fazê-lo conhecer os seus limites? “Os limites dos direitos que reconhece para os seus semelhantes em relação a ele, nas mesmas circunstâncias e de forma recíproca.

878a. Mas se cada um se atribui os direitos de seu semelhante, que virá a ser da subordinação em relação aos superiores? Não significa a anarquia de todos os poderes? “Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde o menor até o maior. Deus não fez uns de limo mais puro que outros e todos são iguais perante Ele. Esses direitos são eternos; os que o homem estabelece, perecem com suas instituições. Além disso, cada um sente a sua força ou a sua fraqueza e saberá ter sempre uma espécie de deferência por aquele que o merecer por suas virtudes e sabedoria. É importante acentuar isso, para que os que se julgam superiores conheçam os seus deveres e possam merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida quando a autoridade for conferida à sabedoria.”

879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza? “O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, pois praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há a verdadeira justiça.”   


Livro da Esperança- Chico Xavier- psicografia de Emmanuel- 

Mensagem 50 - Conceito do bem

50 Conceito do Bem  

“Sede  vós,  pois,  perfeitos  como  é  perfeito  o  vosso  Pai  que está nos céus.”  Jesus (Mateus, 5: 48)  “O verdadeiro homem de bem é o que cumpr e a lei de  justiça, de amor e de caridade, na sita maior pur eza.” (Cap.17, 3) Toda vez que ouças alguém referindo­se ao bem ou  ao mal de alguém, procura discernir. Conheces o amigo que escalou a eminência econômica. À vista da facilidade com que maneja a moeda, há quem o veja muito bem situado nas vantagens materiais, no entanto, via de regra, se lhe radiografasses os sentimentos, nele encontrarias um escravo da inquietação, detido em cadeias de ouro. Assinalas o homem que alcançou a respeitabilidade política. Tão logo surge no vértice da administração, há quem o veja muito bem colocado nos interesses do mundo, mas, freqüentemente, se lhe fotografasses as telas do espírito, nele surpreenderias um mártir de cerimoniais e banquetes, constrangido  entre as necessidades do povo e as exigências da lei. Admiras o companheiro que venceu  as próprias inibições elevando­se à direção do trabalho comum. A face da significativa remuneração que percebe, há quem o veja muito  bem posto na esfera social, contudo, na maioria das vezes, se lhe observasses as mais intimas reações, nele acharias um prisioneiro de sufocantes obrigações, sem tempo para comer o pão que assegura aos dirigidos de condição mais singela. Elogias o cientista que fornece idéias de renovação e conforto. Ao fitá­lo sob os lauréis da popularidade, há quem o veja muito bem classificado na galeria da fama, no entanto, quase sempre, se lhe tateasses a alma por  dentro, nele surpreenderias um atormentado servidor do progresso clamando  ansiosamente por simplicidade e repouso. Reajustemos, assim, o conceito do bem, diante da vida. Em muitas circunstâncias, o dinheiro suprime aflições, a autoridade resolve problemas, a influência apara dificuldades e a cultura clareia o caminho...

Por isso mesmo, toda pessoa que obtém qualquer parcela mais expressiva de responsabilidade e destaque, mostra­se realmente muito bem para combater o mal e liquidá­lo; entretanto, caso venha a utilizar­se dos bens com que a vida lhe enriquece as mãos apenas para cuidar  do bem de si mesma, sem qualquer  preocupação  na garantia do bem devido aos outros, seja onde seja, semelhante criatura estará simplesmente bem mal.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

AE DO CEFA - Cap. 17-Sede Perfeitos - Itens 1 e 2 - Caracteres da Perfeição.















Boa tarde, irmão! Aí estão as indicações para o evangelho da semana. Cap. 17-Sede Perfeitos - Itens 1 e 2-Caracteres da Perfeição. 

1. Mens. 41-Credores diferentes do livro Vinha de Luz, de Chico Xavier, psicografia de Emmanuel. 

2. Do livro dos Espíritos: Parte 3 - cap. 1- pergunta 625.

3. Mensagem 96-Além dos Outros, do livro Fonte Viva, de Chico Xavier, psicografia de Emmanuel.

💙EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 17-Sede Perfeitos - Itens 1 e 2-Caracteres da Perfeição. 

1 – Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Para serdes filhos de vosso Pai que está nos Céus; o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque se vós não amais senão os que vos amam, que recompensas haveis de ter? Não faz os publicanos também o mesmo? E se vós saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito. (Mateus, V: 44 e 46-48). 

2 – Desde que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta máxima: “Sede perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito”, tomada ao pé da letra, faria supor a possibilidade de atingirmos a perfeição absoluta. Se fosse dado à criatura ser tão perfeita quanto o seu próprio Criador, ela o igualaria, o que é inadmissível. Mas os homens aos quais Jesus se dirigia não teriam compreendido essa questão. Ele se limitou, portanto, a lhes apresentar um modelo e dizer que se esforçassem para atingi-lo.

            Devemos, pois, entender, por essas palavras, a perfeição relativa de que a humanidade é suscetível, e que mais pode aproximá-la da Divindade. Mas em que consiste essa perfeição? Jesus mesmo o disse: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam”. Com isso, mostra que a essência da perfeição é a caridade, na sua mais ampla acepção, porque ela implica a prática de todas as outras virtudes.

            Com efeito, se observarmos o resultado de todos os vícios, e mesmo dos simples defeitos, reconheceremos que não há nenhum que não altere mais ou menos o sentimento de caridade, porque todos nascem do egoísmo e do orgulho, que são a sua negação. Porque tudo o que excita exageradamente o sentimento da personalidade destrói ou, quando nada, enfraquece os princípios da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, o sacrifício e o devotamento. O amor do próximo, estendido até o amor dos inimigos, não podendo aliar-se com nenhum defeito contrário à caridade, é sempre, por isso mesmo, o indício de uma superioridade moral maior ou menor. Do que resulta que o grau de perfeição está na razão direta da extensão do amor ao próximo. Eis por que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que ela tem de mais sublime, lhes disse: “Sede logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito”.


💙Livros dos Espíritos

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque o espírito divino o animava, e porque foi o ser mais puro de quantos têm aparecido na Terra.

Quanto aos que, tendo pretendido instruir o homem na lei de Deus, transviaram-no por meio de falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos, e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos apresentaram como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.


💙Fonte viva — Emmanuel


96


Além dos outros

“Não fazem os publicanos também o mesmo?” — JESUS (Mateus, 5.46)


1 Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária.

2 Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo.

3 Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?

4 Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?

5 Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?

6 Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?

7 Na posição de crente, conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?

8 Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme, e participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?

9 Que dás de ti mesmo no ministério da caridade?


10 Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.

11 O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem coletiva.

12 De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem, ainda, não obstante envolver a todos. Mas, para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.




💙Vinha de luz — Emmanuel


41


Credores diferentes

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos.” — JESUS (Mateus, 5.44)


1 O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados.

2 Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir-se com os perseguidores, no martírio do Calvário.

3 Entretanto, a advertência do Senhor, conclamando-nos a amar os inimigos, reveste-se de profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum.

4 Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo-nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. 5 São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando.

6 Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheiros, porquanto contemporizam com o mal; os adversários, porém, situam-no com vigor.

7 Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se faz rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-se pálido e acabrunhado, vezes sem conta.

8 Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto, somos daqueles que reconhecem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas.

9 São médicos corajosos que nos facultam corretivo.

10 É difícil para muita gente, na Terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.        

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