Segundo Emmanuel, o que melhor pode-se fazer pela doutrina
espírita é a sua divulgação, o que é uma grande verdade, pois não podemos
enclausurar a sensatez da doutrina espírita entre as paredes dos centros
espíritas, nesses momentos de tanta insensatez que vive o planeta Terra.
Nos últimos anos a internet tem revolucionado a comunicação,
superando mídias antigas que há anos dominavam o mercado, sua ação é tão
eficiente que ajudou na primavera Árabe, a se estabelecer de forma vitoriosa
contra regimes totalitários, que pareciam sólidos.
A doutrina espírita aproveitando dessa nova ferrramenta tão
eficaz, veloz, dinâmica necessita acompanhar esses novos tempos.
Tenho acompanhando a divulgação das palestras, apresentações
em centros, fora dos grandes seminários, mesmo de forma incipiente, mas muito
eficaz, que são exemplos que devem ser seguidos, muitas vezes tenho assistido
palestras curtas de 20, 15 minutos que alcançam seus objetivos de elucidar a
luz da doutrina espírita, mas que ficam restritos a 50, 80 pessoas,
infelizmente.
Necessitamos melhorar a divulgação, mas mais do que isso,
não necessitamos nos preocupar se foi fulano ou beltrano responsável por tal
produto, temos que universalizar a divulgação dos livros, dos vídeos, não
caindo no erro, engano de se preocupar de quem é o dono, deve-se divulgar quem
produziu, até para dar mais crédito a esses materiais.
Muitas vezes recebo excelentes apresentações, mas que vem
com código de segurança, alguns me respondem é para preservar o arquivo, para
não ser deturpado, mas quem quer deturpar, sempre via encontrar uma maneira de
fazer mal uso de quaisquer material, seja uma apresentação, um vídeo ou um
mensagem, ou artigo.
Necessitamos pensar em vender livros de forma digital, mas
com preços populares sem a ambição do lucro, vídeos poderiam também ser
negociados, via internet a preços bem convidativos. Posso estar errado, mas
tiro por mim, gosto de ler livro em papel, mas a divulgação mais abrangente,
rápida é pela internet, e isso necessita de arquivos em meio digital.
Se somos espíritas mesmos, sabemos que Deus ver todas nossas
obras e fracassos, por isso não nos apeguemos em propriedade intelectual na
divulgação da doutrina espírita. Lembro de Eiffel, quando um dia de seus
auxiliares lhe veio conversar de forma muito preocupada, “que os outros
construtores o imitavam” e ele lhe respondeu “enquanto eles imitam, eu
desenvolvo”.
Sei perfeitamente das dificuldades de se manter um centro ou
divulgar a doutrina, mas sei também que a boa vontade, o sacrifício de cada um é
muito importante, já fui o tesoureiro de um centro no interior do Estado do
Ceará, éramos no máximo em 7 trabalhadores, e não tínhamos recursos
financeiros, mas mesmo assim conseguimos iniciar a construção da sede de um
centro espírita, tudo envolve também a boa vontade das pessoas, fomos ajudados
nessa tarefa por várias pessoas da cidade que não eram espíritas.
Tenho canais no youtube, um para a doutrina com mais
de 150.000 visitas e outro na parte técnica. Outro dia encontrei um canal
excelente com vídeos dentro da áreas que atuo, que é de segurança do trabalho,
feitos por um cidadão, assim sendo, entrei em contato com o mesmo e, solicitei
copiar, visto todos os vídeos serem de sua autoria, com pouco tempo ele me
respondeu que claro que poderia copiar, pois ele fez para que as pessoas
pudessem aprender.
Bem, infelizmente esta mesma realidade não se encontra
dentro da movimento espírita, apesar de não ter solicitado copiar um
vídeo, coloquei no meu canal, não é que recebo uma solicitação, muito gentil,
solicitando a retirada do vídeo, afinal de contas concordei com eles, pois ele
produziram e não querem cópias pelo youtube, aqui no Ceará tem um ditado,
quanto mais cabra mais cabrito.
Em hipótese nenhuma quero dizer que tenho razão, apenas me
expresso.
Abraços, fiquem com Deus.


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