domingo, 29 de junho de 2025

Seis Palestras de Artur Valadares: Imperdíveis.

Artur Valadares 




O vídeo, apresentado por Artur Valadares, oferece uma reflexão aprofundada sobre um versículo bíblico e sua aplicação na vida moderna, com base nos ensinamentos do espiritismo. A mensagem central gira em torno da importância de escolhermos com consciência as "casas" mentais que frequentamos e de nos conectarmos verdadeiramente com cada experiência.

Aqui está um resumo geral do vídeo:

O vídeo é um chamado à presença consciente, à disciplina mental e à escolha criteriosa das influências que permitimos em nossa vida, a fim de evoluirmos espiritualmente e encontrarmos um equilíbrio maior, especialmente nos dias atuais.

Aqui estão as quatro partes do vídeo:

  • Parte 1: Interpretação do Versículo e a Mente como "Casa" [00:00:00 - 00:15:00]

    • O palestrante inicia analisando o versículo "Em qualquer casa que entrardes, ali permanecei e dali saí", presente nos evangelhos de Lucas, Marcos e Mateus. Ele sugere que "casa" não se refere apenas a moradias físicas, mas principalmente a residências mentais: os pensamentos, sentimentos e ideias que cultivamos. A nossa mente é a nossa verdadeira casa intransferível.

  • Parte 2: Escolha Consciente das "Casas" Mentais e Proteção da Mente [00:15:00 - 00:25:00]

    • Somos convidados a analisar quais "casas" (conjuntos de ideias, valores, tipos de estudo, conversas, hábitos) temos frequentado em nossa vida. Devemos proteger nossa "casa mental" de influências negativas, como a maledicência, sem sermos rudes, mas sim oferecendo algo positivo em troca.

  • Parte 3: A Importância de "Ligar" e "Desligar" e os Desafios da Modernidade [00:25:00 - 00:48:00]

    • A orientação de Jesus sobre "permanecer" e "sair" é conectada à necessidade de aprendermos a ligar e desligar nossa atenção de forma consciente. Muitas tensões emocionais modernas surgem da nossa dificuldade em focar em uma coisa de cada vez, sobrecarregando a mente. Vivemos na "era da velocidade", com excesso de informações, convites e distrações, o que nos induz à pressa, precipitação e aflições desnecessárias. É essencial cultivar a serenidade interior para tomar decisões e não ser arrastado pelo ritmo frenético do mundo.

  • Parte 4: Colhendo o Máximo das Experiências e Convite Final [00:48:00 - 00:54:55]

    • Ao nos conectarmos verdadeiramente com o que fazemos (seja ouvir alguém, estudar, ou vivenciar a dor), podemos extrair lições mais profundas. Com a medida com que medimos, seremos medidos: se dermos atenção superficial a algo, colheremos superficialidade. O palestrante encoraja a todos a escolherem melhor seus "tesouros" (onde vinculam seu coração e sua habitação mental) e a se conectarem integralmente com suas escolhas, buscando a paz e a felicidade.

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O Vídeo Em Resumo

Este vídeo explora a jornada evolutiva da alma, focando nos tipos de "gozos" ou prazeres que buscamos e como eles refletem nosso estágio espiritual. Ele nos convida a analisar se nossos prazeres são predominantemente materiais e efêmeros ou se já estamos buscando satisfações mais elevadas e duradouras, ligadas ao espírito. A mensagem central é que a verdadeira felicidade e o progresso espiritual vêm da busca por conhecimento, amor, serviço e autodomínio, em vez de uma dependência exclusiva dos prazeres transitórios da matéria.

Divisão do Vídeo em 4 Partes

Parte 1: A Natureza da Evolução e a Busca por Alimento Espiritual [00:00:00 - 00:13:43]

  • O vídeo começa com uma reflexão sobre a jornada evolutiva do espírito e a busca por "alimento espiritual" que corresponda à nossa posição evolutiva.

  • É destacada a importância de "fazer brilhar a luz" interior, um imperativo para o progresso espiritual.

  • Compara-se a busca por diferentes tipos de nutrição na natureza (abelha vs. abutre) com a busca humana por emoções, que podem variar das mais rasteiras às mais elevadas.

  • São apresentados exemplos de espíritos que se comprazem em sofrimento, pessimismo, vitimização, ironia e discussões infrutíferas.

Parte 2: A Escolha do Discípulo e a Desmaterialização do Espírito [00:13:43 - 00:30:37]

  • O "discípulo de Jesus" é aquele que já não se satisfaz com os prazeres deteriorados da experiência transitória e busca a luz da sabedoria e o amor.

  • Aborda-se o conceito de desmaterialização do espírito, onde o progresso está ligado a superar a influência da matéria.

  • A natureza dos gozos que buscamos é um indicativo do nosso estado evolutivo. Gozos mais materiais indicam maior influência da matéria, enquanto gozos mais espirituais (conhecimento, serviço, amor) indicam progresso.

  • Quanto mais o espírito se depura, mais seus gozos se refinam, encontrando prazer em aspectos espirituais como o autodomínio e o servir.

Parte 3: Os Gozos dos Bens Terrenos e a Importância da Razão [00:30:37 - 00:49:09]

  • Discute-se a finalidade dos atrativos nos gozos dos bens materiais: estimular ao cumprimento da missão e experimentar o espírito através da tentação.

  • A razão é fundamental para discernir os limites e evitar os excessos nos prazeres materiais, encontrando a "justa medida".

  • Aquele que vive exclusivamente para os gozos materiais acaba se "punindo" ao entrar num ciclo de busca por saciedade que nunca é plena, pois os prazeres materiais são limitados.

  • O tédio é apresentado como uma consequência da busca exclusiva por prazeres materiais, que não conseguem satisfazer a sede da alma.

Parte 4: O Homem Carnal vs. O Homem Moral e a Sementeira para a Eternidade [00:49:09 - 01:06:09]

  • Diferencia-se o "homem carnal", cuja felicidade reside na satisfação fugaz de desejos materiais, do "homem moral", que encontra gozos mais perenes no bem, no autodomínio e na serenidade.

  • Aquele que busca o requinte dos gozos materiais em excesso é considerado mais digno de lástima, pois se aproxima da "morte" física e moral, perdendo a grandeza da vida espiritual.

  • Citações do Apóstolo Paulo são usadas para reforçar a ideia de que viver segundo a carne leva à morte (espiritual), enquanto viver segundo o espírito conduz à vida abundante e eterna.

  • O vídeo conclui com um chamado à autoanálise sobre a natureza dos prazeres buscados, lembrando que a verdadeira e completa alegria reside na conexão com Deus, no amor e na verdade.


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O vídeo "Renasce agora" de Artur Valadares é uma palestra espírita que explora o conceito de "nascer de novo" a partir de uma perspectiva espírita, utilizando como ponto de partida o diálogo de Jesus com Nicodemos.

Resumo Geral:

O palestrante Artur Valadares discute o significado da frase de Jesus "ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo". Inicialmente, ele aborda a interpretação espírita mais comum, relacionando-a com a reencarnação e a necessidade de múltiplas vidas para o progresso espiritual. Ele explana como a reencarnação é fundamental para a compreensão da justiça divina, citando Allan Kardec e "O Livro dos Espíritos".

Em seguida, o foco se desloca para uma segunda interpretação: o "nascer de novo" dentro da própria vida atual. Valadares enfatiza a importância de não adiar a transformação moral e o aproveitamento da encarnação presente, utilizando mensagens de André Luiz. Ele alerta contra a estagnação espiritual e a justificação da inércia pela crença nas futuras reencarnações.

O palestrante ilustra essa renovação moral com o exemplo do apóstolo Paulo, que se tornou uma "nova criatura" em Cristo dentro da mesma existência. A analogia de Lázaro sendo chamado para fora do sepulcro também é usada para representar a saída da estagnação e o renascimento para a vida através do chamado de Jesus e dos ensinamentos espíritas. A mensagem central é a urgência e a possibilidade de uma transformação moral imediata, aproveitando os conhecimentos e oportunidades da vida atual para evoluir espiritualmente.

Divisão do Vídeo em 4 Partes:

  1. Parte 1: Introdução e o "Nascer de Novo" como Reencarnação [00:00:01 - 00:15:05]

    • Agradecimentos e introdução ao tema a partir do diálogo de Jesus com Nicodemos.

    • Exploração da frase "ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo" e sua conexão com a reencarnação.

    • Discussão sobre como a reencarnação é essencial para entender a justiça divina, com base nos ensinamentos de Allan Kardec em "O Livro dos Espíritos".

  2. Parte 2: O "Nascer de Novo" na Vida Atual e a Responsabilidade Espírita [00:15:05 - 00:30:55]

    • Apresentação de uma segunda interpretação: a renovação moral dentro da própria existência.

    • Reflexões de André Luiz sobre a importância do progresso contínuo e a relação do espírita com a doutrina.

    • Discussão sobre o espiritismo como oportunidade de libertação da alma com responsabilidades maiores, evitando os extremos do orgulho ou do medo paralisante.

  3. Parte 3: Superando a Estagnação e a Urgência da Transformação [00:30:55 - 00:49:00]

    • O conceito de "reencarnar-se moralmente de novo dentro da própria vida humana".

    • Alerta contra a procrastinação da reforma íntima baseada na crença em futuras reencarnações, citando Kardec.

    • A mudança na maneira de pensar que o espiritismo proporciona, desligando-se das ilusões materiais e valorizando o progresso espiritual.

  4. Parte 4: Exemplos de Transformação e o Chamado ao Renascimento Imediato [00:49:00 - 01:02:32]

    • O exemplo do apóstolo Paulo como alguém que se tornou uma "nova criatura" em Cristo dentro da mesma vida.

    • A analogia de Lázaro saindo do sepulcro como símbolo do renascimento da estagnação para a vida, atendendo ao chamado de Jesus (e do Espiritismo).

    • Mensagem final de Emanuel sobre a importância de "renascer agora", aproveitando o presente para a transformação e vitória sobre si mesmo.

sábado, 12 de abril de 2025

PAI NOSSO ou ORAÇÃO DOMINICAL


Prece

PAI NOSSO ou ORAÇÃO DOMINICAL

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!
Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas. Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino inseto, até os astros que se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio. Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.

Venha o teu reino! Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem. Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar. Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos. Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infração delas deixa de ocasionar fatais conseqüências. Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações. Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam. Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade. Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra. Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu. Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra,como os eleitos a fazem no Céu.

Dá-nos o pão de cada dia. Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito. O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre. Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.” Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores. Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV.) Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. (Cap. V, nº 4.) Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos. Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei. Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto. Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.

Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos. Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, malgrado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa. Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste. (Cap. XVI, nº 8.) Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado. (Cap. V, nos 7, 9, 12 e 18.)

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam. Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras. Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa? Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes. (Cap. X.) Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!” Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4.) Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso. (Cap. IV, e cap. V, nº 5.) Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projeta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos. Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem. Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos. É inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal. Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele. (Veja-se aqui adiante: “Preces pelos obsidiados”.) Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa alma. (Veja-se aqui adiante o nº 11.) O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar. Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso. O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem. Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.

Assim seja. Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efetivem. Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita. Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém. Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por N… Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção. Nota – Aqui, podem formular-se os agradecimentos que se queiram dirigir a Deus e o que se deseje pedir para si mesmo ou para outrem.

PALESTRA DE ARTUR VALADARES!!

Resumo da Palestra:

Esta palestra oferece uma análise aprofundada da Oração do Senhor, também conhecida como "oração dominical". O orador explora o significado da oração, referenciando interpretações de Emmanuel e Kardec, e discute a importância da oração como um meio de conectar-se com Deus e alinhar-se com a vontade divina.

Divisão da Palestra em 4 Partes:

Parte 1: 

Introdução e Contexto [00:00:00 - 00:09:09]
O orador expressa gratidão e introduz o tema da palestra.
Discussão sobre o tempo do Evangelho e a importância dos ensinamentos de Jesus.
Origens da Oração do Senhor.

Parte 2: Análise da Oração do Senhor [00:09:10 - 00:33:13]

Análise da profundidade e sabedoria contida na Oração do Senhor.
Referências ao livro "Pai Nosso" de Emmanuel e à interpretação de Kardec.

Parte 3: A Significado da Oração [00:33:14 - 00:57:48]

Circunstâncias que levaram Jesus a apresentar a Oração do Senhor.
Discussão sobre se Deus ouve todas as orações e o propósito da oração.

Parte 4: Exame Detalhado das Frases da Oração [00:57:49 - 01:22:08]

Explicação detalhada de cada linha da Oração do Senhor.
Reiteração da importância da Oração do Senhor e seu papel na conexão com Deus.
Encerramento e oferta para responder a perguntas da audiência.

Frase para Divulgação:

"Descubra a profundidade e sabedoria da Oração do Senhor nesta palestra inspiradora de Artur Valadares. Uma análise essencial para a sua jornada espiritual!"

https://youtu.be/Qo8zzIQrITo?t=13