domingo, 29 de junho de 2025

Seis Palestras de Artur Valadares: Imperdíveis.

Artur Valadares 




O vídeo, apresentado por Artur Valadares, oferece uma reflexão aprofundada sobre um versículo bíblico e sua aplicação na vida moderna, com base nos ensinamentos do espiritismo. A mensagem central gira em torno da importância de escolhermos com consciência as "casas" mentais que frequentamos e de nos conectarmos verdadeiramente com cada experiência.

Aqui está um resumo geral do vídeo:

O vídeo é um chamado à presença consciente, à disciplina mental e à escolha criteriosa das influências que permitimos em nossa vida, a fim de evoluirmos espiritualmente e encontrarmos um equilíbrio maior, especialmente nos dias atuais.

Aqui estão as quatro partes do vídeo:

  • Parte 1: Interpretação do Versículo e a Mente como "Casa" [00:00:00 - 00:15:00]

    • O palestrante inicia analisando o versículo "Em qualquer casa que entrardes, ali permanecei e dali saí", presente nos evangelhos de Lucas, Marcos e Mateus. Ele sugere que "casa" não se refere apenas a moradias físicas, mas principalmente a residências mentais: os pensamentos, sentimentos e ideias que cultivamos. A nossa mente é a nossa verdadeira casa intransferível.

  • Parte 2: Escolha Consciente das "Casas" Mentais e Proteção da Mente [00:15:00 - 00:25:00]

    • Somos convidados a analisar quais "casas" (conjuntos de ideias, valores, tipos de estudo, conversas, hábitos) temos frequentado em nossa vida. Devemos proteger nossa "casa mental" de influências negativas, como a maledicência, sem sermos rudes, mas sim oferecendo algo positivo em troca.

  • Parte 3: A Importância de "Ligar" e "Desligar" e os Desafios da Modernidade [00:25:00 - 00:48:00]

    • A orientação de Jesus sobre "permanecer" e "sair" é conectada à necessidade de aprendermos a ligar e desligar nossa atenção de forma consciente. Muitas tensões emocionais modernas surgem da nossa dificuldade em focar em uma coisa de cada vez, sobrecarregando a mente. Vivemos na "era da velocidade", com excesso de informações, convites e distrações, o que nos induz à pressa, precipitação e aflições desnecessárias. É essencial cultivar a serenidade interior para tomar decisões e não ser arrastado pelo ritmo frenético do mundo.

  • Parte 4: Colhendo o Máximo das Experiências e Convite Final [00:48:00 - 00:54:55]

    • Ao nos conectarmos verdadeiramente com o que fazemos (seja ouvir alguém, estudar, ou vivenciar a dor), podemos extrair lições mais profundas. Com a medida com que medimos, seremos medidos: se dermos atenção superficial a algo, colheremos superficialidade. O palestrante encoraja a todos a escolherem melhor seus "tesouros" (onde vinculam seu coração e sua habitação mental) e a se conectarem integralmente com suas escolhas, buscando a paz e a felicidade.

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O Vídeo Em Resumo

Este vídeo explora a jornada evolutiva da alma, focando nos tipos de "gozos" ou prazeres que buscamos e como eles refletem nosso estágio espiritual. Ele nos convida a analisar se nossos prazeres são predominantemente materiais e efêmeros ou se já estamos buscando satisfações mais elevadas e duradouras, ligadas ao espírito. A mensagem central é que a verdadeira felicidade e o progresso espiritual vêm da busca por conhecimento, amor, serviço e autodomínio, em vez de uma dependência exclusiva dos prazeres transitórios da matéria.

Divisão do Vídeo em 4 Partes

Parte 1: A Natureza da Evolução e a Busca por Alimento Espiritual [00:00:00 - 00:13:43]

  • O vídeo começa com uma reflexão sobre a jornada evolutiva do espírito e a busca por "alimento espiritual" que corresponda à nossa posição evolutiva.

  • É destacada a importância de "fazer brilhar a luz" interior, um imperativo para o progresso espiritual.

  • Compara-se a busca por diferentes tipos de nutrição na natureza (abelha vs. abutre) com a busca humana por emoções, que podem variar das mais rasteiras às mais elevadas.

  • São apresentados exemplos de espíritos que se comprazem em sofrimento, pessimismo, vitimização, ironia e discussões infrutíferas.

Parte 2: A Escolha do Discípulo e a Desmaterialização do Espírito [00:13:43 - 00:30:37]

  • O "discípulo de Jesus" é aquele que já não se satisfaz com os prazeres deteriorados da experiência transitória e busca a luz da sabedoria e o amor.

  • Aborda-se o conceito de desmaterialização do espírito, onde o progresso está ligado a superar a influência da matéria.

  • A natureza dos gozos que buscamos é um indicativo do nosso estado evolutivo. Gozos mais materiais indicam maior influência da matéria, enquanto gozos mais espirituais (conhecimento, serviço, amor) indicam progresso.

  • Quanto mais o espírito se depura, mais seus gozos se refinam, encontrando prazer em aspectos espirituais como o autodomínio e o servir.

Parte 3: Os Gozos dos Bens Terrenos e a Importância da Razão [00:30:37 - 00:49:09]

  • Discute-se a finalidade dos atrativos nos gozos dos bens materiais: estimular ao cumprimento da missão e experimentar o espírito através da tentação.

  • A razão é fundamental para discernir os limites e evitar os excessos nos prazeres materiais, encontrando a "justa medida".

  • Aquele que vive exclusivamente para os gozos materiais acaba se "punindo" ao entrar num ciclo de busca por saciedade que nunca é plena, pois os prazeres materiais são limitados.

  • O tédio é apresentado como uma consequência da busca exclusiva por prazeres materiais, que não conseguem satisfazer a sede da alma.

Parte 4: O Homem Carnal vs. O Homem Moral e a Sementeira para a Eternidade [00:49:09 - 01:06:09]

  • Diferencia-se o "homem carnal", cuja felicidade reside na satisfação fugaz de desejos materiais, do "homem moral", que encontra gozos mais perenes no bem, no autodomínio e na serenidade.

  • Aquele que busca o requinte dos gozos materiais em excesso é considerado mais digno de lástima, pois se aproxima da "morte" física e moral, perdendo a grandeza da vida espiritual.

  • Citações do Apóstolo Paulo são usadas para reforçar a ideia de que viver segundo a carne leva à morte (espiritual), enquanto viver segundo o espírito conduz à vida abundante e eterna.

  • O vídeo conclui com um chamado à autoanálise sobre a natureza dos prazeres buscados, lembrando que a verdadeira e completa alegria reside na conexão com Deus, no amor e na verdade.


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O vídeo "Renasce agora" de Artur Valadares é uma palestra espírita que explora o conceito de "nascer de novo" a partir de uma perspectiva espírita, utilizando como ponto de partida o diálogo de Jesus com Nicodemos.

Resumo Geral:

O palestrante Artur Valadares discute o significado da frase de Jesus "ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo". Inicialmente, ele aborda a interpretação espírita mais comum, relacionando-a com a reencarnação e a necessidade de múltiplas vidas para o progresso espiritual. Ele explana como a reencarnação é fundamental para a compreensão da justiça divina, citando Allan Kardec e "O Livro dos Espíritos".

Em seguida, o foco se desloca para uma segunda interpretação: o "nascer de novo" dentro da própria vida atual. Valadares enfatiza a importância de não adiar a transformação moral e o aproveitamento da encarnação presente, utilizando mensagens de André Luiz. Ele alerta contra a estagnação espiritual e a justificação da inércia pela crença nas futuras reencarnações.

O palestrante ilustra essa renovação moral com o exemplo do apóstolo Paulo, que se tornou uma "nova criatura" em Cristo dentro da mesma existência. A analogia de Lázaro sendo chamado para fora do sepulcro também é usada para representar a saída da estagnação e o renascimento para a vida através do chamado de Jesus e dos ensinamentos espíritas. A mensagem central é a urgência e a possibilidade de uma transformação moral imediata, aproveitando os conhecimentos e oportunidades da vida atual para evoluir espiritualmente.

Divisão do Vídeo em 4 Partes:

  1. Parte 1: Introdução e o "Nascer de Novo" como Reencarnação [00:00:01 - 00:15:05]

    • Agradecimentos e introdução ao tema a partir do diálogo de Jesus com Nicodemos.

    • Exploração da frase "ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo" e sua conexão com a reencarnação.

    • Discussão sobre como a reencarnação é essencial para entender a justiça divina, com base nos ensinamentos de Allan Kardec em "O Livro dos Espíritos".

  2. Parte 2: O "Nascer de Novo" na Vida Atual e a Responsabilidade Espírita [00:15:05 - 00:30:55]

    • Apresentação de uma segunda interpretação: a renovação moral dentro da própria existência.

    • Reflexões de André Luiz sobre a importância do progresso contínuo e a relação do espírita com a doutrina.

    • Discussão sobre o espiritismo como oportunidade de libertação da alma com responsabilidades maiores, evitando os extremos do orgulho ou do medo paralisante.

  3. Parte 3: Superando a Estagnação e a Urgência da Transformação [00:30:55 - 00:49:00]

    • O conceito de "reencarnar-se moralmente de novo dentro da própria vida humana".

    • Alerta contra a procrastinação da reforma íntima baseada na crença em futuras reencarnações, citando Kardec.

    • A mudança na maneira de pensar que o espiritismo proporciona, desligando-se das ilusões materiais e valorizando o progresso espiritual.

  4. Parte 4: Exemplos de Transformação e o Chamado ao Renascimento Imediato [00:49:00 - 01:02:32]

    • O exemplo do apóstolo Paulo como alguém que se tornou uma "nova criatura" em Cristo dentro da mesma vida.

    • A analogia de Lázaro saindo do sepulcro como símbolo do renascimento da estagnação para a vida, atendendo ao chamado de Jesus (e do Espiritismo).

    • Mensagem final de Emanuel sobre a importância de "renascer agora", aproveitando o presente para a transformação e vitória sobre si mesmo.

sábado, 12 de abril de 2025

PAI NOSSO ou ORAÇÃO DOMINICAL


Prece

PAI NOSSO ou ORAÇÃO DOMINICAL

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!
Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas. Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino inseto, até os astros que se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio. Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.

Venha o teu reino! Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem. Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar. Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos. Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infração delas deixa de ocasionar fatais conseqüências. Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações. Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam. Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade. Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra. Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu. Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra,como os eleitos a fazem no Céu.

Dá-nos o pão de cada dia. Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito. O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre. Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.” Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores. Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV.) Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. (Cap. V, nº 4.) Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos. Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei. Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto. Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.

Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos. Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, malgrado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa. Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste. (Cap. XVI, nº 8.) Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado. (Cap. V, nos 7, 9, 12 e 18.)

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam. Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras. Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa? Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes. (Cap. X.) Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!” Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4.) Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso. (Cap. IV, e cap. V, nº 5.) Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projeta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos. Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem. Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos. É inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal. Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele. (Veja-se aqui adiante: “Preces pelos obsidiados”.) Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa alma. (Veja-se aqui adiante o nº 11.) O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar. Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso. O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem. Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.

Assim seja. Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efetivem. Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita. Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém. Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por N… Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção. Nota – Aqui, podem formular-se os agradecimentos que se queiram dirigir a Deus e o que se deseje pedir para si mesmo ou para outrem.

PALESTRA DE ARTUR VALADARES!!

Resumo da Palestra:

Esta palestra oferece uma análise aprofundada da Oração do Senhor, também conhecida como "oração dominical". O orador explora o significado da oração, referenciando interpretações de Emmanuel e Kardec, e discute a importância da oração como um meio de conectar-se com Deus e alinhar-se com a vontade divina.

Divisão da Palestra em 4 Partes:

Parte 1: 

Introdução e Contexto [00:00:00 - 00:09:09]
O orador expressa gratidão e introduz o tema da palestra.
Discussão sobre o tempo do Evangelho e a importância dos ensinamentos de Jesus.
Origens da Oração do Senhor.

Parte 2: Análise da Oração do Senhor [00:09:10 - 00:33:13]

Análise da profundidade e sabedoria contida na Oração do Senhor.
Referências ao livro "Pai Nosso" de Emmanuel e à interpretação de Kardec.

Parte 3: A Significado da Oração [00:33:14 - 00:57:48]

Circunstâncias que levaram Jesus a apresentar a Oração do Senhor.
Discussão sobre se Deus ouve todas as orações e o propósito da oração.

Parte 4: Exame Detalhado das Frases da Oração [00:57:49 - 01:22:08]

Explicação detalhada de cada linha da Oração do Senhor.
Reiteração da importância da Oração do Senhor e seu papel na conexão com Deus.
Encerramento e oferta para responder a perguntas da audiência.

Frase para Divulgação:

"Descubra a profundidade e sabedoria da Oração do Senhor nesta palestra inspiradora de Artur Valadares. Uma análise essencial para a sua jornada espiritual!"

https://youtu.be/Qo8zzIQrITo?t=13


sexta-feira, 21 de março de 2025

PALESTRA ARTUR VALADARES - TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

 PALESTRA ARTUR  VALADARES - TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Introdução e Agradecimentos [00:00] - [01:36]: 

O orador inicia agradecendo o convite para falar sobre a parábola dos trabalhadores da última hora, expressando o desejo de que as reflexões sejam úteis e abençoadas.


A Parábola de Jesus e o Tempo Divino [01:36] - [09:55]:

 A parábola é introduzida como uma das formas de Jesus descortinar o futuro da humanidade, capacitando os discípulos para os momentos culminantes. O orador destaca a importância de estar pronto para a tarefa que compete a cada um, citando o exemplo de Ananias.


A Última Hora e a Visão Espiritual [09:55] - [17:57]:

 A simbologia da "última hora" é explorada, representando o período final de um ciclo de milênios e o alvorecer de um novo tempo. A visão espiritual ajuda a redimensionar as perspectivas, compreendendo que os processos evolutivos são planejados e coordenados pelo Cristo.


Análise da Parábola e o Chamado de Jesus [17:57] - [39:53]: 

O orador inicia a análise da parábola, sintetizando seus pontos principais e destacando a importância de entender o chamado de Jesus. Ele ressalta que os convites do Mestre são sutis e presentes, e que é preciso sensibilidade para ouvi-los em meio aos ruídos do mundo.


Aparência de Injustiça e o Entendimento Espiritual [39:53] - [01:19:00]: 

A aparente injustiça na parábola é abordada, contrapondo a leitura literal com o entendimento espiritual. O orador enfatiza que o que vale na vida não é a quantidade, mas a qualidade, e que o trabalho de serviço transforma o trabalhador.


O Salário da Abnegação e a Retribuição Espiritual [01:19:00] - [01:41:46]: 

O conceito do "salário da abnegação" é apresentado, destacando que a lei divina recompensa aqueles que vão além da simples obrigação. A parábola é vista como um convite ao aperfeiçoamento por meio do trabalho, buscando a transformação íntima e a conexão profunda com o Mestre.


Frase final:

 Este vídeo nos convida a refletir sobre a qualidade do nosso trabalho na Seara do Mestre, buscando a transformação íntima e a conexão profunda com o amor, para que possamos ser instrumentos do alto na construção de um mundo melhor.


YouTube

Faça um resumo deste vídeo, divida-o em 6 partes com um resumo para cada parte, colocando o tempo de início e fim de cada resumo e, para fechar escreva uma frase sobre esse vídeo.


Os trabalhadores da última hora - Artur Valadares

NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo

Abre em uma nova janela

Seminário realizado no dia 04/03/2023 na Associação Espírita Nosso Lar, em Chapecó/SC.

https://youtu.be/WxZkunhcE4c?t=3503




domingo, 17 de setembro de 2023

REVISTA ESPÍRITA 1868 - MESSIAS DO ESPIRITISMO







Revista Espírita 1868 » Fevereiro » Instruções dos Espíritos » Os messias do Espiritismo


1. ─ Já vos foi dito que um dia todas as religiões confundir-se-ão numa mesma crença. Ora, eis como isto acontecerá. Deus dará um corpo a alguns Espíritos superiores, e eles pregarão o Evangelho puro. Um novo Cristo virá. Ele porá fim a todos os abusos que duram há tanto tempo, e reunirá os homens sob uma mesma bandeira.

Nasceu o novo Messias, e ele restabelecerá o Evangelho de Jesus Cristo. Glória ao seu poder!

Não é permitido revelar o lugar onde ele nasceu; e se alguém vier vos dizer: “Ele nasceu em tal lugar”; não acrediteis, porque ninguém o saberá antes que ele seja capaz de se revelar, e daqui até lá, é preciso que grandes coisas se realizem, para aplainar os caminhos.

Se Deus vos deixar viver bastante, vós vereis pregar o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo pelo novo Missionário de Deus, e uma grande mudança será feita pelas pregações desse Menino abençoado; à sua palavra poderosa, os homens de diferentes crenças dar-se-ão as mãos.

Glória a esse divino enviado, que vai restabelecer as leis mal compreendidas e mal praticadas do Cristo! Glória ao Espiritismo, que o precede e que vem esclarecer todas as coisas!

Crede, meus irmãos, que não sois senão vós que recebereis semelhantes comunicações, mas conservai esta em segredo até nova ordem.

SÃO JOSÉ.

(Sétif, Argélia, 1861)

 

OBSERVAÇÃO: Esta revelação é uma das primeiras no gênero que nos foram transmitidas. Mas outras a tinham precedido. Depois, foi dado espontaneamente um grande número de comunicações sobre o mesmo assunto, em diferentes centros espíritas da França e do estrangeiro, todas concordantes no fundo do pensamento. Como por toda parte se compreendeu a necessidade de não divulgá-las, e como nenhuma foi publicada, não podiam ser o reflexo umas das outras. É um dos mais notáveis exemplos da simultaneidade e da concordância do ensino dos Espíritos quando é chegado o momento de uma revelação.[1]

 

2 ─ Está incontestavelmente constatado que a vossa é uma época de transição e de fermentação geral; mas ela ainda não chegou àquele grau de maturidade que marca a vida das nações. É ao vigésimo século que está reservado o remanejamento da Humanidade; todas as coisas que se realizarão daqui até lá não são senão preliminares da grande renovação. O homem chamado a consumá-la ainda não está maduro para realizar sua missão, mas ele já nasceu, e sua estrela apareceu na França marcada por uma auréola e vos foi mostrada há pouco tempo, na África. Sua rota está previamente marcada. A corrupção dos costumes, as desgraças que serão a consequência do desenvolvimento das paixões, o declínio da fé religiosa, serão os sinais precursores de sua vinda.

A corrupção no seio das religiões é o sintoma de sua decadência, como é o da decadência dos povos e dos regimes políticos, porque ela é o indício de uma falta de fé verdadeira. Os homens corrompidos arrastam a Humanidade por uma rampa funesta, de onde ela não pode sair senão por uma crise violenta. Dá-se o mesmo com as religiões que substituem o culto da Divindade pelo culto do dinheiro e das honras, e que se mostram mais ávidas dos bens materiais da Terra do que dos bens espirituais do Céu.

 

FÉNELON

(Constantine, dezembro de 1861)

 

3. ─ Quando uma transformação da Humanidade deve operar-se, Deus envia em missão um Espírito capaz, por seus pensamentos e por sua inteligência superior, de dominar seus contemporâneos e de imprimir às gerações futuras as ideias necessárias para uma revolução moral civilizadora.

De tempos em tempos vemos se elevarem acima do comum dos homens, seres que, como faróis, os guiam na via do progresso e os fazem transpor em alguns anos as etapas de vários séculos. O papel de alguns é limitado a uma região ou a uma raça; são como oficiais sob comando, conduzindo cada um uma divisão do exército; mas há outros cuja missão é agir sobre a Humanidade inteira, e que não aparecem senão nas épocas mais raras que marcam a era das transformações gerais.

Jesus Cristo foi um desses enviados excepcionais. Do mesmo modo, tereis, para os tempos chegados, um Espírito superior que dirigirá o movimento de conjunto e dará uma coesão poderosa às forças esparsas do Espiritismo.

Deus sabe, no devido tempo, modificar nossas leis e nossos hábitos, e quando um fato novo se apresentar, esperai e orai, porque o Eterno nada faz que não seja segundo as leis de divina justiça que regem o Universo.

Para vós que tendes fé, e que consagrastes a vossa vida à propagação da ideia regeneradora, isto deve ser simples e justo, mas só Deus conhece aquele que está prometido. Limito-me a dizer-vos: Esperai e orai, porque o tempo é chegado e o novo Messias não vos faltará: Deus saberá designá-lo a seu tempo. Ademais, é por obras que ele se afirmara.

Podeis dedicar-vos a muitas coisas, vós que vedes tantas ideias estranhas em relação às admitidas pela civilização moderna.

BALUZE.

(Paris, 1862)

 

4 ─ Eis uma pergunta que se repete por toda parte: O Messias anunciado é a pessoa do próprio Cristo?

Ao lado de Deus estão numerosos Espíritos que chegaram ao topo da escala dos Espíritos puros, que mereceram ser iniciados em seus desígnios para dirigirem a execução. Deus escolheu entre eles os seus enviados superiores, encarregados de missões especiais. Podeis chamá-los de Cristos. É a mesma escola; são as mesmas ideias modificadas conforme os tempos.

Portanto, não fiqueis admirados de todas as comunicações que vos anunciam a vinda de um Espírito poderoso sob o nome do Cristo; é o pensamento de Deus revelado numa certa época, e que é transmitido pelo grupo dos Espíritos superiores que estão próximos de Deus e que recebem as suas emanações para presidirem o futuro dos mundos que gravitam no espaço.

Aquele que morreu na cruz tinha uma missão a cumprir, e essa missão se renova hoje por outros Espíritos desse grupo divino, que vêm, eu vo-lo repito, presidir aos destinos do vosso mundo.

Se o Messias de que falam essas comunicações não é a personalidade de Jesus, é o mesmo pensamento. É aquele que Jesus anunciou, quando disse: “Eu vos enviarei o Espírito de Verdade, que deve restabelecer todas as coisas”, isto é, reconduzir os homens à sã interpretação de seus ensinamentos, porque ele previa que os homens se desviariam do caminho que ele lhes havia traçado.

Ademais, era necessário completar o que ele então não lhes havia dito, porque não teria sido compreendido. Eis por que uma multidão de Espíritos de todas as ordens, sob a direção do Espírito de Verdade, vieram a todas as partes do mundo e a todos os povos, revelar as leis do mundo espiritual, cujo ensino Jesus havia adiado, e lançar, pelo Espiritismo, os fundamentos da nova ordem social. Quando todas as suas bases estiverem postas, então virá o Messias que deve coroar o edifício e presidir a reorganização com o auxílio dos elementos que tiverem sido preparados.

Mas não creiais que esse Messias esteja só; haverá muitos que abraçarão, pela posição que cada um ocupará no mundo, os grandes segmentos da ordem social: a política, a religião, a legislação, a fim de fazê-las concorrer para o mesmo objetivo.

Além dos Messias principais, surgirão Espíritos de escol em toda parte e que, com lugar-tenentes animados da mesma fé e do mesmo desejo, agirão de comum acordo, sob o impulso do pensamento superior.

Assim é que estabelecer-se-á pouco a pouco a harmonia do conjunto. Entretanto, é necessário que previamente se realizem certos acontecimentos.

LACORDAIRE.

(Paris, 1862)


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5. ─ Há muitos Espíritos superiores que concorrerão poderosamente à obra reorganizadora, mas nem todos são messias. Há que distinguir:

1.º ─ Os Espíritos superiores que agem livremente e por sua própria vontade;

2.º ─ Os Espíritos marcados, isto é, designados para uma importante missão. Eles têm a radiação luminosa que é o signo característico de sua superioridade. São escolhidos entre os Espíritos capazes de cumpri-las; entretanto, como têm livre-arbítrio, podem falir por falta de coragem, de perseverança ou de fé, e não estão ao abrigo dos acidentes que podem abreviar os seus dias, mas como os desígnios de Deus não estão à mercê de um homem, o que um não faz, outro é chamado a fazer. Eis por que há muitos chamados e poucos escolhidos. Feliz aquele que realiza sua missão segundo as vistas de Deus e sem desfalecimentos!

3.º ─ Os Messias, seres superiores que chegaram ao mais alto degrau da hierarquia celeste, depois de haverem atingido uma perfeição que os torna infalíveis daí por diante, e acima das fraquezas huma­nas, mesmo na encarnação. Admitidos nos conselhos do Altíssimo, eles recebem diretamente a sua palavra, que são encarregados de transmitir e fazer cumprir. Verdadeiros representantes da Divindade, cujo pensamento eles têm, é entre eles que Deus escolhe os seus enviados especiais, ou seus Messias para as grandes missões gerais, cujos detalhes de execução são confiados a outros Espíritos encarnados ou desencarnados que agem por suas ordens e sob sua inspiração.

Espíritos dessas três categorias devem concorrer no grande movimento regenerador que se opera.

(Êxtase sonambúlico; Paris, 1866)

 

6. ─ Meus amigos, venho confirmar a esperança dos altos destinos que esperam o Espiritismo. Esse glorioso futuro que vos anunciamos será realizado pela vinda de um Espírito superior que resumirá, na essência de sua perfeição, todas as doutrinas antigas e novas e que, pela autoridade de sua palavra, religará os homens às crenças novas. Semelhante ao sol nascente, ele dissipará todas as obscuridades amontoadas sobre a eterna verdade pelo fanatismo e pela inobservância dos preceitos do Cristo.

A estrela da nova crença, o futuro Messias, cresce na sombra, mas já os seus inimigos tremem, e as virtudes dos céus estão abaladas.

Perguntais se esse novo Messias é a mesma pessoa de Jesus de Nazaré. Que vos importa, se é o mesmo pensamento que os anima a ambos? São as imperfeições que dividem os Espíritos, mas quando as perfeições são iguais, nada os distingue; eles formam unidades coletivas, sem perder a sua individualidade.

O começo de todas as coisas é obscuro e vulgar; o que é pequeno cresce; nossas manifestações, a princípio acolhidas com o desdém, a violência ou a indiferença banal da curiosidade ociosa, espalharão ondas de luz sobre os cegos e os regenerarão.

Todos os grandes acontecimentos têm tido os seus profetas, ora incensados, ora ignorados. Assim como Moisés conduzia os hebreus, nós vos conduziremos para a Terra prometida da inteligência.

Similitude chocante! Os mesmos fenômenos se produzem, não mais no sentido material, destinado a ferir os homens infantis, mas na sua acepção espiritual. As crianças tornaram-se adultos; crescendo o objetivo, os exemplos não mais se dirigem aos olhos; a vara de Aarão está quebrada, e a única transformação que operamos é a de vossos corações que se tornaram atentos ao grito de amor que, do Céu, repercute na Terra.

Espíritas! Compreendei a gravidade de vossa missão; estremecei de alegria, porque não está longe a hora em que o divino enviado alegrará o mundo. Espíritas laboriosos, sede abençoados por vossos esforços e sede perdoados por vossos erros. A ignorância e a perturbação ainda vos roubam uma parte da verdade que só o celeste Mensageiro vos pode revelar por inteiro.

SÃO LUÍS.

(Paris, 1862)

 

7. ─ A vinda do Cristo trouxe para vossa Terra sentimentos que por um instante a submeteram à vontade de Deus, mas os homens, enceguecidos por suas paixões, não puderam guardar no coração o amor ao próximo, o amor ao Mestre do Céu. O enviado do Todo-Poderoso abriu à Humanidade a rota que conduz ao repouso bem-aventurado, mas a Humanidade recuou um passo imenso que o Cristo a tinha feito dar; caiu no carreiro do egoísmo, e o orgulho a fez esquecer o seu Criador.

Deus permite que ainda uma vez sua palavra seja pregada na Terra, e tereis que glorificá-lo, porque ele quis chamar-vos, como primeiros, a crer no que mais tarde será ensinado. Rejubilai-vos, porque estão próximos os tempos em que essa palavra far-se-á ouvir. Melhorai-vos, aproveitando os ensinamentos que ele permite que vos demos.

Que a árvore da fé, que neste momento fixa raízes tão vivazes, produza os seus frutos; que esses frutos amadureçam, como amadurecerá a fé que hoje anima alguns entre vós!

Sim, meus filhos, o povo comprimir-se-á sobre os passos do novo mensageiro anunciado pelo próprio Cristo, e todos virão escutar essa divina palavra, porque nela encontrarão a linguagem da verdade e o caminho da salvação. Deus, que permitiu que vos esclarecêssemos e que sustentássemos vossa marcha até hoje, permitirá que novamente vos demos as instruções que vos são necessárias.

Mas também vós, os primeiros favorecidos pela crença, tendes vossa missão a cumprir; tereis que trazer aqueles dentre vós que ainda duvidam das manifestações que Deus permite; tereis que fazer luzir aos seus olhos os benefícios daquilo que tanto vos consolou. Nos vossos dias de tristeza e abatimento, vossa crença não vos sustentou? Não fez nascer em vosso coração essa esperança que, sem ela, teríeis ficado no desencorajamento?

Eis o que é preciso fazer partilhar os que ainda não creem, não por uma precipitação intempestiva, mas com prudência e sem chocar de frente os preconceitos longamente arraigados. Não se arranca uma velha árvore de um só golpe, como um broto de erva, mas pouco a pouco.

Semeai desde já o que mais tarde quereis colher; semeai o grão que virá frutificar no terreno que tiverdes preparado, e cujos frutos vós mesmos colhereis, porque Deus levará em conta o que tiverdes feito por vossos irmãos.

LAMENNAIS.

(Havre, 1862)